- A Paz Através de Uma Tigela de Chá -

Do estrangeiro – edição brasileira

Mestre Sôichi Hayashi da Urasenke

Pintura do artista Tadeu Martins, retratando um gaúcho bebendo chá-mate.

Nos últimos tempos, o matcha tem se tornado uma tendência global, não obstante a erva-mate ser consumida aqui na América do Sul há muito tempo, especialmente entre os vaqueiros conhecidos como gaúchos, na Argentina, Paraguai, Uruguai e também no sul do Brasil.

O chá-mate é feito com folhas e galhos secos triturados de uma árvore perene da família Ilex Paraguariensis. As folhas de chá são colocadas na cuia, um recipiente feito de cabaça, adicionando-se água quente de aproximadamente 70 graus Celsius. Usando um único canudo de metal, chamado bombilha, o chá é passado de mão em mão e saboreado por familiares e convidados.

Certas regras de etiqueta para beber o mate se originaram dos povos indígenas. Estas sugerem que apenas o anfitrião deve servir a água quente, que a bombilha não deve ser movida enquanto se bebe, e que o último gole deve ser indicado por um gole ruidoso. Assim que todos estiverem satisfeitos e demonstrarem gratidão, o mate deixará de ser passado de mão em mão.

Esquerda: Jogo de utensílios para beber mate ao ar livre.
Centro: Recipiente contendo mate e uma bombilha.

O ato de preparar o chá-mate está impregnado de sentimentos como amor, respeito e dedicação, e há nele algo que se aproxima do espírito da Cerimônia do Chá, na acepção de que, ao beber juntos, aprofundam-se o afeto e a proximidade entre as pessoas.

Março de 2026