- A Paz Através de Uma Tigela de Chá -

Registro de uma viagem a Marrocos

 Em 2023, fui em grupo para Marrocos. Aterrissamos em Casablanca, conhecida como “A porta de entrada para a África”, localizada na costa atlântica do continente africano.

   Casablanca ficou famosa por ter dado nome ao filme hollywoodiano chamado “Casablanca”. Produzido durante a Segunda Guerra Mundial, o drama romântico se desenrola na Casablanca, onde o dono da cafeteria reencontra a amada que, no passado, deixara-o repentinamente. Estrelado por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, ficou famoso também pelo diálogo “Um brinde a você, garota”.

   Casablanca é a capital econômica moderna com suas casas brancas como diz o seu nome. A maior mesquita de Marrocos, chamada Mesquita Hassan II, é de uma beleza majestosa com sua construção moderna em estilo arabesco e tradicional cor bege, e destaca-se pela altura de seu minarete.

   Partindo de Casablanca, visitamos as cidades de Meknes, Fez, Volubilis, Rabad, Marrakech e seguimos pelas montanhas do Atlas de mais de 2.200m de altitude. Depois de passarmos por Ourzazate, chegamos em Zagora, conhecida como a porta de entrada do lado oeste do Deserto de Saara. Parecia um sonho montar um dromedário: verdadeira emoção. Porém, tive que agarrá-lo com todas as minhas forças para não ser derrubada ao chão.

   Marrocos é um país comprido de Nordeste a Sudoeste, com ambientes e climas diferentes. Tem mar, tem montanhas e tem deserto. O povo é formado de árabes e bereberes. A História de Marrocos inicia-se com a vinda dos bereberes no Período pré-histórico há mais de 4.000 anos. Sofreram invasão e domínio dos fenícios, cartagineses, romanos e influência islâmica, o que deixou rastro em inúmeras cidades.

   O guia explicou com orgulho que Marrocos possui a segunda família real mais antiga do mundo, depois da japonesa, com uma história que abrange mais de 1230 anos.

   No caminho de viagem, um berebere nos recebeu e preparou um chá de hortelã adocicado e extremamente refrescante. Em Marrocos, o chá é uma cultura tradicional de suma importância para receber visitas, e, quem prepara e serve são os homens.

   Cruzando as montanhas do Atlas e descendo para o outro lado, avistamos uma vasta extensão de plantações de tamareiras que se perdiam de vista. O jardim da nossa pousada estava cheio de tamareiras com seus frutos vermelhos e maduros prontos para saborear. Como nos permitiram pegar à vontade, colhi uma e provei-a. A textura da fruta fresca, doce e suculenta se expandiu em minha boca.

Tereza Mieko Yano

 

Junho de 2026